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Introdução: História da Educação

         Para a preservação da memória histórica, a reconstituição do passado, o relato dos acontecimentos não é sempre idêntico em todos os tempos e em todos os lugares. Porque através de fatos sociais anteriores, experiências coletivas, e as vivências ao longo dos tempos, nos informam situações diferentes de como a história de cada geração é recontada.

      Reconstituir a história é importante porque cada povo tem uma cultura  diferenciada com interesses sociais e política que modifica o meio de vida da sociedade e essa reconstituição nos faz repensar os pontos positivos e negativos de cada época resgatando através dos tempos o aperfeiçoamento dessa cultura histórica e das experiências que nos faz compreender o presente e futuro. O tempo nos favorece, somos a história que o tempo se incumbiu de escrever as inúmeras coleções da nossa história sociopolíticas e culturais. Relata as dificuldades que no passado havia para transmitir essas histórias que hoje  contém arquivos exemplares.

      O tempo constrói os fatos e o fundamenta, transmite memórias e experiências, nunca se esgota. Modifica conceitos e significados estabelecendo conflitos e mudanças indispensáveis a história da Educação sociopolítico e cultural.

     A Renascença ou Renascimento, século XV e XVI significa a retomada dos valores grego-romanos. Foi à época das viagens ultramarinas – movimentos que ampliaram os negócios da burguesia europeia emergente. Movimento humanista – procura dos valores da uma imagem do ser humano e da cultura. O esforço para superar o teocentrismo, embora não fosse irreligiosa.

Em 1500, os portugueses tomaram posse das “terras do pau-brasil” dando início à colonização e à catequese dos índios. A primeira missa no Brasil. A influência no campo da Educação e da reflexão pedagógica. A ligação entre as atividades e os interesses políticos, econômicos e religiosos da metrópole.

O humanismo recusava os valores medievais renascentistas e aspirava aos novos tempos que visava às fontes da cultura grego-latina, o saber para formar o indivíduo espiritualmente culto, o gentil homem. Buscava a alegria e o prazer do mundo, o luxo na corte, o gosto e cuidado pela arte do vestuário e os agradáveis deleites da vida familiar. Valorizava mais o corpo do que a espiritualidade. Nos estudos da medicina os acontecimentos de anatomia, com a prática de dissecação de cadáveres humanos até então proibida pela igreja. O sistema Copérnico construiu uma nova imagem do mundo. A Itália se destacou na produção cultural e nas artes em geral.

No século XVIII, a Revolução Industrial começou a alterar a fisionomia do mundo do trabalho, mas só foi percebido no século seguinte. As máquinas mudaram o modo de produção com desenvolvimento do sistema fabril. A agricultura, a introdução de nova técnica e a aplicação de conhecimentos científicos ampliou a produtividade. A revolução nos transportes, navios a vapor, a construção de rodovias e ferrovias, a nova fonte de energia como o petróleo e a eletricidade substituiu o carvão facilitando o deslocamento da população do campo para trabalhar na cidade.

A partir de 1870 com o aumento da produção o capitalismo liberal foi substituído pelo capitalismo moderno do monopólio empresarial.

O capitalismo industrial acelerar a urbanização e cria expectativa com respeito a Educação, pois exige melhor qualificação de mão de obra. Apenas no século XIX o projeto Comênio “ensinar tudo a todos” começou a se concretizar com a intervenção do Estado para estabelecer a escola elementar universal, laica, gratuita e obrigatória. O desenvolvimento do Capitalismo Industrial estimulou a criação deescolas técnicas. O Brasil que passava de colônia a Império, enfrentava sérios problemas com a escolarização, sobretudo pelo fato de aqui, persistir o modelo econômico agrário-comercial. A grande massa da população constituída de escravos e pessoas do campo não reivindicava a escolarização e, a taxa de analfabetismo mantinha-se alta.

Nascimento do colégio – Na idade média a Educação tornou-se exigência, multiplicaram-se os colégios e manuais para alunos e professores. Os mais ricos eram educados por preceptores nos próprios castelos e a pequena nobreza encaminhava os filhos para escola na esperança de formar líderes, administradores da política e dosnegócios. O segmento da Educação restringia-se à aprendizagem do ofício. Entre o século XVI e XVIII misturavam-se os adultos e as crianças de diversas idades na mesma classe e com o grau de aprendizagem diferente. Foi a partir do renascimento deu-se início a proteção as crianças em separar por causa das “mas influências” era severa a disciplina inclusive castigos corporais. Os humanistas criticavam a formação de ensino. Estudava o latim, gramática e retórica persistindo a educação formal. As universidades eram impermeáveis a novidades. Reestruturou-se a universidade de Paris, a Faculdade de Artes tornou-se propedêutica à filosofia, medicina e leis, favoreceu a separação dos cursos colegial, grau secundário e superior.

Bibliografia:

Aranha, Maria Lúcia de Arruda

    História da Educação e da Pedagogia : Geral e

Brasil – 3ª Ed. – rev e ampl. – São Paulo : Moderna 2006.

 

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